O mundo vive sob tensão. O ultimato foi declarado e o alvo é o país que detém um importante ponto geopolítico e comercial. A nação ameaçada divulga que não tem medo e que vai revidar militarmente se sofrer uma invasão, seja ela aérea ou terrestre. Há uma radicalização política e ideológica dos dois lados. A população do país ameaçado acredita no governo local, que não se cansa de fazer propaganda de seus méritos e e de suas forças militares. Com isso, o nacionalismo é o motor da agitação nas cidades e os mais radicais dizem que defenderão o seu porto com o risco da própria vida. A democracia local é frágil. A série de tratados assinados com grandes potências garante socorro caso haja agressão militar, segundo o país ameaçado.
A potência agressora justifica que a região alvo da disputa é importante para o seu comércio e que não abre mão de sua soberania. Os analistas internacionais não acreditam na eclosão de uma guerra. As ameaças são feitas há pelo menos dois anos, e na undécima hora se conseguiu uma saída e o conflito foi, pelo menos, adiado. Os analistas mais céticos dizem que a mobilização de uma força militar tão grande é uma evidência e que a guerra é inevitável. A potência agressora divulga por todo o mundo que a posse do porto estratégico é vital para sua economia e que isso poderá dar um impulso em todo o continente. Diante do aumento da tensão mundial, várias nações recorrem à organização mundial, que já se mostrou enfraquecida por não ter conseguido impedir anexações de territórios e invasões em vários continentes.
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O prazo do ultimato é 31 de agosto. A ditadura nazista que domina a Alemanha não abre mão de sua política conhecida como lebensraum, a política de espaço vital. O ditador Adolf Hitler faz inflamados discursos e diz que a fronteira alemã vai até onde houver alemães. Vale para o porto de Dantzig, sob a administração da vizinha Polônia. Dantzig ou Gdansk? O Reich teve sucesso com a anexação da Áustria, o Anschluss, e dos Sudetos da Tchecoslováquia. As potências, em uma tentativa desesperada de impedir um novo conflito europeu como ocorreu em 1914, concordaram com o avanço nazista. Mas agora não há como voltar atrás. Caso o Corredor Polonês e Dantzig sejam invadidos, não há alternativa se não sair em socorro da Polônia. Hitler faz o ultimato e, na madrugada do dia seguinte, primeiro de setembro de 1939, as tropas nazistas invadem o país vizinho e avançam em direção a Varsóvia. Começa a Segunda Guerra Mundial e seus milhões de mortos.

HERÓDOTO BARBEIRO
Heródoto Barbeiro é jornalista do Record News, R7 e Nova Brasil (89.7), além de autor de vários livros de sucesso, tanto destinados ao ensino de História, como para as áreas de jornalismo, mídia training e budismo. Apresentou o Roda Viva da TV Cultura e o Jornal da CBN. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB. Acompanhe-o por seu canal no YouTube “Por dentro da Máquina”
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