UM MAL DO NOSSO TEMPO: As fake news e seus prejuízos

um mal do nosso tempo

Alavancadas pelas mídias sociais que inundam nossas redes de comunicação, notícias total ou parcialmente falsas, as denominadas “fake news”, estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano a ponto de desconfiarmos de qualquer informação que nos chega. Mesmo na imprensa tradicional, nos seus mais diversos formatos, vemos essas distorções advindas de pesquisas mal feitas ou fontes pouco confiáveis, nas quais a veracidade não é verificada de forma sistemática e zelosa, contemplando, ainda, algumas vezes, posições tendenciosas que se afastam dos princípios aos quais deveriam seguir os que têm o compromisso de informar de forma fidedigna e confiável. As fake news são um mal do nosso tempo…

Mas é na internet, nas suas plataformas e aplicativos que encontramos todo tipo de desinformações que se propagam principalmente graças à desatenção daqueles que repassam tudo o que chega sem se preocupar com a procedência ou o grau de veracidade. Ao fazê-lo emprestam a sua credibilidade à notícia e quem recebe também não verifica a origem aceitando a suposta confiança naquele que enviou. Assim se formam as correntes de notícias falsas impulsionadas por aqueles que as repetem desatenta e inocentemente, sem se dar conta dos prejuízos que podem estar causando.

Este é um mal do nosso tempo que dificilmente será sanado, pois, cada vez mais as pessoas estão olhando para seus celulares e não para as outras pessoas. É comum observar pessoas próximas, em um mesmo ambiente, conversando pelos seus aparelhos, hábito que a pandemia só reforçou. Concordamos que os telefones estão cada vez mais estruturados permitindo uma fluidez nas comunicações com o envio de figuras, fotos, gráficos e ilustrações, além das mensagens de voz. Sobre estas últimas vale destacar que representam um irritante problema. Mensagens que poderiam ser resumidas em poucas palavras, se escritas, viram romances quando são feitas por voz. Quem está falando não se dá conta do tempo que estará tomando do ouvinte e desanda a monologar.

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Tenho tentado evitar repassar quaisquer informações que recebo principalmente aquelas que pedem uma divulgação em corrente exponencial objetivando alcançar o maior número de pessoas, do mesmo modo procuro verificar a origem e, quando possível, a veracidade. Procuro, assim, evitar a propagação de notícias infundadas, sobretudo o seu uso político, que podem ser vistos com mais intensidade nos períodos eleitorais, através de boatos que nunca se referem às virtudes de um candidato, mas aos supostos defeitos dos outros, na tentativa de induzir, da pior maneira possível, a escolha do eleitor.

Não poderia esquecer que mesmo com tanta tecnologia a fofoca, essa feita boca a boca, não foi abolida e continua firme e forte. Alguém pergunta se um determinado restaurante fechou e os interlocutores entendem a pergunta com afirmação e repassam como fato. Em pouco tempo o restaurante que não havia fechado, lutando para sobreviver na pandemia, é vítima de um boato que pode determinar, de fato, seu fechamento. Fake news.(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

FERNANDO LEME DO PRADO

É educador

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