O voto é uma das formas mais importantes de exercer a cidadania. A cada eleição, temos a oportunidade de escolher quem irá tomar decisões que impactam diretamente nossas vidas, nossas cidades e o futuro das próximas gerações. Por isso, votar não deveria ser apenas escolher um nome ou um partido. É preciso olhar para valores, propostas, trajetória e compromisso público.
Que tipo de sociedade queremos construir? Uma sociedade que respeite os direitos humanos e a dignidade de cada pessoa? Que garanta acesso à educação, à saúde e à segurança? Que estimule o desenvolvimento econômico sem abrir mão da responsabilidade ambiental? Que esteja preparada para os avanços tecnológicos, mas também discuta seus limites éticos e seus impactos sobre a vida das pessoas? Essas perguntas também fazem parte da escolha eleitoral.
Direitos humanos não são privilégios. Dignidade não deveria depender de quem somos, de onde viemos ou de quanto ganhamos. Educação, saúde e segurança não são luxos: são bases para que uma sociedade possa se desenvolver. Ao mesmo tempo, precisamos pensar no futuro. Desenvolvimento econômico e sustentabilidade não precisam ser caminhos opostos. Podemos buscar geração de emprego, inovação, empreendedorismo e crescimento, enquanto preservamos recursos naturais e pensamos nas próximas gerações.
A tecnologia também já faz parte da nossa realidade. Inteligência artificial, automação, novas formas de trabalho e transformação digital estão mudando a maneira como vivemos. Precisamos de representantes capazes de compreender essas mudanças e discutir não apenas suas oportunidades, mas também seus impactos éticos e sociais.
Votar exige responsabilidade porque as escolhas feitas nas urnas não terminam no dia da eleição. Elas aparecem na qualidade da escola, no atendimento de saúde, na segurança das ruas, nas oportunidades de trabalho, na infraestrutura, na preservação ambiental e na forma como o poder público trata cada cidadão.
Por isso, antes de votar, vale pesquisar. Conhecer propostas, verificar trajetórias, comparar compromissos e buscar informações em fontes confiáveis. Não entregar nossa decisão simplesmente à influência de amigos, redes sociais, discursos inflamados ou notícias que não verificamos.
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A democracia nos dá o direito de escolher. E também nos oferece a responsabilidade de escolher conscientemente. Não precisamos pensar todos da mesma maneira. A diversidade de opiniões faz parte da democracia. Mas podemos concordar em algo fundamental: o futuro precisa ser construído com respeito à vida, à dignidade humana, ao desenvolvimento e às oportunidades.
No dia da eleição, cada voto é individual. Mas as consequências das nossas escolhas são coletivas. Por isso, votar é mais do que apertar algumas teclas. É participar da construção do país, da cidade e da sociedade que queremos deixar para quem vem depois de nós.(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

LUCAS ANZOLIN
Formado em Gestão de Recursos Humanos e pós-graduado em Saúde Mental, Psicoterapia, Gênero e Sexualidade. Atua há 10 anos como terapeuta, palestrante e instrutor de cursos voltados à saúde mental, práticas integrativas e complementares (PICS), autoconhecimento e bem-estar. Também é Assessor de políticas para LGBT em Jundiaí dentro do núcleo de Articulação de Direitos Humanos(Instagram: lucas_anzolin)
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