A ANAPcD(Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência) tomou conhecimento do vídeo postado pelo vereador Rodrigo Albino(PL) no domingo passado(25), através do Jundiaí Agora. O parlamentar publicou imagens de uma jovem com roupas vermelhas retirando cavalete com placa de proibido estacionar em vaga PCD. Como ela não aparentava ter problemas de saúde, a situação passou a ser ironizada por quem filmava. Contudo, o motorista do carro – o pai dela – é PCD. O vereador deletou o vídeo. Porém, páginas bolsonaristas do X(antigo Twitter) já tinham repostado as imagens. O presidente da ANAPcD, Abrão Dib(foto), divulgou a seguinte nota:
“A sociedade brasileira ainda precisa entender o que é preconceito e discriminação. É claro que condenamos atitudes das pessoas que utilizam as deficiências para qualquer tipo de vantagem – e defendemos duras punições nesses casos. Mas você expor alguém nas redes sociais apenas por conclusão precipitada ou porque alguém veste uma cor diferente daquela de sua preferência é pura intolerância. Só por isso, as imagens já são graves. E mais ainda, o fato se torna mais grave ainda, se – realmente, naquele veículo havia uma pessoa com deficiência – e devidamente credenciada para estacionar o veículo em uma vaga reservada, prevista em legislações brasileiras. Isso é capacitismo. Isso é preconceito.
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Excluir um vídeo após perceber o ato de intolerância não faz nada menos grave do que as imagens que primeiramente foram apresentadas e depois republicadas. As autoridades precisam apurar e praticar o que prevê a legislação. Ninguém está acima da lei, mesmo que seja alguém que tenha certa ‘imunidade’.
Outro ponto chama a atenção da ANAPcD: os órgãos municipais de trânsito também precisam se atualizar. Não existem ‘Pessoas com Necessidades Especiais’, como consta na placa de sinalização. O correto é ‘Pessoas com Deficiência’. O problema parece ser bem maior do que apenas as imagens de preconceito, mas também a desinformação de órgãos oficiais. O termo ‘Pessoa com Deficiência’ foi definido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, sendo aprovado em 13 de dezembro de 2006 pela Assembleia Geral da ONU. Foi ratificado no Brasil, com equivalência de emenda constitucional, pelo Decreto Legislativo nº 186/2008 e promulgado pelo Decreto nº 6.949/2009. Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) ou Portador de Necessidades Especiais (PNE) são termos incorretos e devem ser evitados, uma vez que não traduzem a realidade de quem possui deficiência . A deficiência não se porta, ela é uma condição existencial da pessoa. Essa é a posição da ANAPcD”.(Atualizada às 9h50 de 31/10/26)
CONSULTOR PCD DIZ SER VÍTIMA DE VÍTIMA DE VÍDEO MENTIROSO PUBLICADO POR VEREADOR DO PL
POSTAGEM MENTIROSA DE PARLAMENTAR DE JUNDIAÍ SE ALASTRA PELO ANTIGO TWITTER
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