Pessoas sofrem quando não estamos no nosso lugar de pertencimento

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Eu estava acostumada a me espremer para encaixar nos lugares. Nem sempre confortável, mas, eu sentia necessidade de estar onde todos estavam. Mesmo quando sentia que ali não era para mim, que não fazia sentido, eu me mantinha, eu precisava estar. Passei anos assim, em trabalhos, amores, amizades. Eu não evoluía e tinha medo de não pertencer a algo. E não via outras opções. Era mais confortável. Passei muito tempo assim, no vazio. Sofria, me sentia sozinha, me machucava, sufocava, me desgastava por coisas que não era o que eu gostava. E em um momento da minha vida, durante uma aula, ouvi uma frase que veio a mudar a minha vida: Pessoas sofrem quando não estamos no nosso lugar de pertencimento.

Eu lembro de deixar a aula e ir embora pensando: Como posso eu fazer alguém sofrer se o que eu faço é me espremer para me encaixar perto de todos? Coloco-me em situações que sei que mesmo sabendo que não são para mim, mas eu dou meu melhor, faço o que preciso. Por que as pessoas sofreriam por minha causa? Passei dias pensando nisso. Não vou esconder, para mim, a palavra pertencimento e sofrimento não poderiam estar na mesma frase. Não fazia sentido isso! O que eu não conseguia perceber era o que vinha antes “pertencer.”

Nem sempre aquilo que queremos é o melhor para nós. Mas, mesmo assim, continuamos lá. Vim a compreender que muitas vezes nosso lugar de pertencimento pode demorar anos para ser achado. Muitas vezes não estamos prontos a ocupar aquilo que julgamos ser nosso e muitas vezes não vemos quantas pessoas ferimos no meio dessa vontade louca que temos de apenas estar.

Esprememos, apertamos, sofremos, mas não damos vazão ao que sentimos. Apenas queremos estar. Não conseguimos evoluir o que realmente precisamos. A posição importa muito mais do que qualquer coisa. Se fizemos uma analogia podemos dizer que é o ‘sapato da Cinderela’. Pertencer, é muito mais do que estar. Pertencer é termos a propriedade, fazemos parte de um todo.

Quando estamos em um lugar que não nos pertence deixamos de lado o que realmente é importante. Trabalhamos tanto para estar em um determinado espaço que não conseguimos ver o que realmente é nosso. E, pode ter certeza, as dificuldades irão surgi. Perde-se o sentido, começamos então a fazer apenas o que precisa ser feito, como dizem, para cumprir o protocolo. Logo, vem a desmotivação, cansaço, fraqueza, dores no corpo, porque tudo ali é apertado demais. Nada flui.

Institivamente fazemos isso pelo nosso ego, pela necessidade de mostrar a nossa capacidade. E passamos a agir assim em qualquer área da nossa vida, seja pessoal, profissional ou sentimental.

Quando consegui absorver aquela frase – Pessoas sofrem quando não estamos no nosso lugar de pertencimento -, vi onde a minha vida precisava de outro olhar e comecei a caminhar na direção do meu lugar. Não foi fácil ver quantas vezes eu me magoei por querer estar onde não devia. Quantas vezes fui injusta com meus valores, crenças e minha essência por querer satisfazer meu ego. E, para isto, magoei pessoas no caminho.

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Mas não se compara com o que eu fiz comigo mesma. Por não estar no meu lugar de pertencimento eu apenas acrescentava dias na minha vida e não apreciava os meus processos, não absorvia nada além do que aquele pequeno espaço cabia. Então, eu convido a todos a fazer algumas reflexões:

Qual o seu lugar de pertencimento? Você é feliz com o que faz e do modo que faz?

Quantas vezes você apenas faz porque precisa ser feito e não absorve o processo?

Você é feliz, sente liberdade em ser e estar ou se sente preso de alguma maneira?

Acredite: Quando não ocupamos nosso lugar de pertencimento, pessoas sofrem. E o primeiro a sofrer é você!(foto: bel-esprit.ro)

ROBERTA PERES

Formada em Gestão de Recursos Humanos, Eneagrama, conhecimento em técnicas de PNL, com carreira desenvolvida em liderança e desenvolvimento humano. 

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