O estudo elaborado pelo vice-prefeito de Jundiaí, Ricardo Benassi, que projeta uma economia potencial de R$ 20 milhões anuais por meio da gestão compartilhada de resíduos sólidos, é destaque da última edição do Jornal do Interior, periódico vinculado à rede de comunicação e extensão universitária da Unesp. A proposta aponta alternativas de reciclagem avançada, tratamento integrado e conversão de lixo em energia para a Região Metropolitana de Jundiaí. A adoção de um modelo de gestão compartilhada e integrada de resíduos sólidos pode gerar uma economia potencial de R$ 20 milhões por ano apenas para Jundiaí, além de abrir caminhos para a reciclagem avançada e a conversão de lixo em energia.
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A proposta, intitulada “Resíduos Sólidos Urbanos na RMJ”, foi desenvolvida a partir de debates e encontros promovidos pelo Fórum Regional do Comércio, Indústria e Serviços de Jundiaí e Região (FORCIS). O documento foi formalmente encaminhado às prefeituras de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista, sugerindo a união de esforços e a aplicação de novas tecnologias entre os sete municípios
Atualmente, Jundiaí gera cerca de 12 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por mês, com um custo projetado para a coleta domiciliar que atinge a marca de R$ 87,3 milhões. Diante desse cenário, a proposta de Benassi defende que a superação do modelo tradicional de aterros passa por transformar resíduos em insumos de valor econômico e ambiental.
Entre as tecnologias mapeadas no estudo estão a produção de Combustível Derivado de Resíduos (CDR) — amplamente utilizado pelo setor industrial —, a geração de biometano, a compostagem em larga escala e a modernização do Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Jundiaí (Geresol), localizado em uma área industrial superior a 300 mil metros quadrados.
O estudo destaca que a cooperação entre as cidades vizinhas, possivelmente utilizando a estrutura de consórcios já existentes como o CIAS (Consórcio Intermunicipal de Ações Sustentáveis), é a chave para viabilizar investimentos que seriam inviáveis de forma isolada.
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