FEIJOADA ou cassoulet? 

feijoada

O artigo desta semana traz novas palavras para um discurso antigo. Eu tenho um humor cínico, mordaz, talvez perverso. Por baixo dessa minha roupagem, por dentro dessa minha alma, um coral à capela, não tem teto de vidro. Numa linguagem pessoal e uniforme! Encho o peito com esse estofo, no melhor sentido da palavra, sem ortodoxias. O branqueamento! Volto a tratar deste assunto que muito incomoda o povo negro. Alguns discursos já não fazem mais sentido. Gritar pela liberdade faz o histérico ficar ou virar histórico. Quando me formei em Gastronomia, discuti por diversas vezes com uma das professoras, que insistia que a “feijoada” é de origem europeia. Guardadas as devidas proporções, pode até ter “semelhanças” mas o conteúdo e a estrutura, são bem diferentes. 

A feijoada é comida brasileira. Nasceu na Senzala, das sobras que a “sociedade branca” descartava das carnes “nobres” e os escravizados que as herdavam, misturavam com o feijão, para a alimentação, com muita criatividade. Eram as proteínas para os deixarem mais fortes, porque o trabalho era duro e pesado demais. Os negros não eram inteligentes? Não podiam ser já que não era dado a eles o direito de pensar! Será que é porque o feijão é preto? Que incoerência. O que tem a ver o cool com as pants? Gente do céu…

O cassoulet é feito com feijão branco, pato, carneiro, linguiça sem pimenta e toucinho frescos, cenouras, temperos e bouquet garni. Receita do livro “O Gosto Brasileiro” e tem cassoulet como “feijoada à moda francesa”…

Estranha tal necessidade que coloca esse assunto sempre em pauta, porque a “mentira” que ontem , dia 1º de abril, teve seu dia comemorativo. É uma situação que de tanto ser repetida, acaba se tornando “verdade” e por mais evidências que tentam colocar, nunca ninguém prova nada efetivamente. 

– Outro dia vi um filme na Sessão da Tarde sobre a história, de um casal interracial… 

Ele negro, ela branca, adotaram um adolescente (problema) branco, que estava em um reformatório. O levaram para casa. Ao chegar lá a primeira pergunta que o “branquela” fez: você é rapper, luta boxe, joga basquete ou beisebol?

– Nenhuma das três, nada disso do que você está me perguntando. E o adolescente e diz:

– Como você consegue sustentar esse luxo todo?

O negro respondeu sorrindo:

– Sou engenheiro, tive um projeto de sucesso e construí esta casa (um palacete) onde moramos e agora tem também um quarto para você.

Entenderam? Casão é privilégio só de brancos. Será? Aqui no Brasil também negro “endinheirado” é jogador de futebol (nem todos), pagodeiro ou até “puxador de samba-enredo”. Alguns são pastores. Semelhante com os Estados Unidos, somente os traficantes ou os que trabalham com aplicativos “cambiadores de bitcoin”.

Em resposta a tudo isso, uma família de nigerianos que mora em Londres, negros, tiveram uma terceira filha, que ao nascer surpreendeu-os. Era uma menina loura de olhos azuis, filha legítima e comprovada pelo exame de DNA.

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Provando que se quisermos “clarear” alguma coisa, a raça é capaz. A ciência poderá até explicar esse fenômeno genético, mas com certeza, não poderá desmentir com o contraditório. É isso: a vida vai além das plantas dos pés, das palmas das mãos, do fundo dos olhos e do sorriso, a marca registrada do povo preto, que é universal e cidadão do mundo.(Foto: agenciagov.ebc.com.br)

LUIZ ALBERTO CARLOS

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